Disse que estava com angústia. Pra ser sincera, foi mais para fazer uma apelação sentimental. Mas no fundo, era mesmo o que sentia. Talvez fosse só a nostalgia, que ataca em noites de domingo. Ou quem sabe insônia. O fato é que aquele sentimento, aquela amargura, uma coisa-não-boa de se sentir estava presente. E, perante aquele sentimento, lembranças atacavam a todo instante, bombardeando a mente e o coração, fazendo-se como concretas, vivas, gritantes dentro de mim. Uma música reproduz no WMP e retoma uma época verdadeiramente angustiada, sofrida, onde reinava a expectativa e o remorso. Retoma os cheiros, as cores, as sensações. Lembrando assim, até daria pra rir: as coisas se saíram bem. Em termos. O que me mata agora é a fuga das palavras. Elas fogem, somem, se escondem de mim. Daí ficam rindo, caçoando enquanto eu as procuro num espaço aparentemente oco que se torna o meu cérebro. Sabem que quando estão longe, dificultam as coisas. Mas elas são umas pestes, resolvem sumir sempre quando eu mais preciso. Como naquele banco, naqueles 9 graus em uma noite de inverno gelando-me dos pés à cabeça. Literalmente à cabeça, porque parece que qualquer ideia sensata sobre um assunto congelou-se também. Procuro, procuro e nada. Até dá pra ouvir o eco do meu socorro! "Heey, cadê vocês? Umazinha sequer, só de uma palavra-chave é o que preciso". Sim, porque com o tempo, e querendo ser uma Comunicadora Social, tive que aprender a desenvolver todo um texto a partir de palavras-chaves. Nem sempre dá certo, ainda, mas estou me especializando. Por exemplo, agora eu tenho várias palavras chaves e poderia dissertar, persuadir com cada uma delas. Mas seria inútil, não tenho um propósito. Profissionalmente eu consigo. Mas quando meu cérebro registra aumento de frequência dos batimentos cardíacos, ele parece que resolve ir dormir. Me deixa na mão, vê se pode? Elas fogem quando há um clima de tensão por perto. Deve ser alguma medida inconsciente de segurança. Tola, mas é o que me parece.
Pensando bem, tem muita coisa mais tola nesse mundo do que as medidas inconscientes de segurança do meu cérebro. Cerca de 80% do que fazemos é meio tolo. A gente come coisa tola, a gente ouve coisa tola, usa coisa tola e fala coisa tola. Segue a moda que é ditada pelas revistas, televisão e pelos famosos; ouve a música da hora, come no Mc Donald's e bebe Coca-Cola. Fala o que ouve dizer com frequência. Acho que somos uma espécie diferenciada de papagaios, sem bico ou penas, que não sabe voar, mas que repete exatamente o que o mundo a nossa volta nos dita. Assim, quando somos pegos de surpresa, sem nenhum apoio, sem nenhum sussurro, ou uma tendência em que se apoiar o nosso cérebro dá tilt. Esquece que quem pensa na história é ele. Que quem tem que ditar o que vestimos, comemos, usamos e, principalmente, falamos é ele. AAh, ele resolveu funcionar, veja só. Agora até mandou o coração substituir a angústia por uma espécie de arrependimento. Decidiu que vai comer o que quiser, se vestir como quiser, usar o que quiser e falar o que quiser...
Ao menos até quando alguma outra tolice lhe seduzir o juízo, contaminando todo o resto do corpo.
Nós humanos... um bando de tolos!

Pensando bem, tem muita coisa mais tola nesse mundo do que as medidas inconscientes de segurança do meu cérebro. Cerca de 80% do que fazemos é meio tolo. A gente come coisa tola, a gente ouve coisa tola, usa coisa tola e fala coisa tola. Segue a moda que é ditada pelas revistas, televisão e pelos famosos; ouve a música da hora, come no Mc Donald's e bebe Coca-Cola. Fala o que ouve dizer com frequência. Acho que somos uma espécie diferenciada de papagaios, sem bico ou penas, que não sabe voar, mas que repete exatamente o que o mundo a nossa volta nos dita. Assim, quando somos pegos de surpresa, sem nenhum apoio, sem nenhum sussurro, ou uma tendência em que se apoiar o nosso cérebro dá tilt. Esquece que quem pensa na história é ele. Que quem tem que ditar o que vestimos, comemos, usamos e, principalmente, falamos é ele. AAh, ele resolveu funcionar, veja só. Agora até mandou o coração substituir a angústia por uma espécie de arrependimento. Decidiu que vai comer o que quiser, se vestir como quiser, usar o que quiser e falar o que quiser...
Ao menos até quando alguma outra tolice lhe seduzir o juízo, contaminando todo o resto do corpo.
Nós humanos... um bando de tolos!
